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  • CADERNO A
  • 27.abr.2008     Redação
    DJs de Mogi se destacam no cenário nacional

    Foto: Divulgação

    NA NOITE Item fundamental para uma boa festa ou casa noturna, os DJs são responsáveis pelo movimento na pista de dança, que serve de termômetro da balada

    HELOISA RIZZI

    Especial para O Diário

    Falar de música eletrônica em Mogi das Cruzes implica em destacar uma figura indispensável no roteiro de quem aprecia a vida noturna – ou diurna, se for uma rave. Ao longo de duas décadas, período em que o estilo disparou no cenário local, a Cidade se tornou uma espécie de celeiro de DJs qualificados e de referência nacional e mundial.

    Reflexo disso é a premiação "DJ Sound Awards", que na próxima terça-feira definirá os melhores do ano em diversas categorias do mundo da música eletrônica. O mogiano DJ Beto, com 22 anos de carreira, está cotado entre os 15 melhores DJs Dance do Brasil. Para ele, o evento pode ser comparado a um tipo de Oscar da cena eletrônica, além de se tratar do reconhecimento máximo de um artista.

    "É como se fosse a maior porta que pudesse ser aberta no País", comemora ele, indicado pela primeira vez na premiação realizada desde 1992 pela revista "DJ Sound". Desta vez, a festa acontecerá no Easy Club, localizado na Avenida Marquês de São Vicente, 1767, Barra Funda, São Paulo. No dia 25 de maio, será a sexta participação dele no trio elétrico oficial da Parada GLBT, que ocorre todo ano na Avenida Paulista e já foi eleita a maior do mundo.

    Por outro lado, é o DJ Scoob quem vai carregar a bandeira de Mogi das Cruzes em turnê pela Europa. Ele embarca em outubro próximo e promete voltar com excesso de bagagem, por conta dos inúmeros discos que pretende comprar durante a viagem. De lá, o paulistano da Mooca, que completou 14 anos de carreira e adotou Mogi há quatro, deve trazer referências para o trabalho voltado à linha technno.

    Mas, como todo DJ veterano diz, o começo é sempre difícil. O caminho para o sucesso é trilhado diante de obstáculos e preconceitos. "Muitos ligam o trabalho do DJ às drogas", conta Ronaldo Costa, profissional consagrado no cenário mogiano, desde os tempos áureos da Festa da Kanguru, em 1977.

    Beto, por sua vez, já se define como "pai de todos os DJs da Cidade", título conquistado à base de muito "treino e humildade". Quando deu início à carreira, em 1986, o funk clássico era o gênero musical predominante e em ascensão. "Antes era tudo na raça", comenta. Por conta disso, hoje é possível dizer que o trabalho de quem lutou pela até então, inusitada profissão, é altamente valorizado. Exemplo disso são os 18 programas de rádio do qual DJ Beto participa. Com 30 minutos de duração, as músicas são mixadas e transmitidas para as emissoras, sendo duas dos Estados Unidos e uma de Portugal. (Leia mais na página 3)

     

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