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É para frente que se anda 

Cansei. Se eu tiver de ouvir ou ler mais algum "especialista" tentando explicar a razão pela qual a Seleção Brasileira foi desclassificada na Copa do Mundo da África do Sul, vou enlouquecer. De vez. Não aguento mais essa contínua e incessante meteção de pau no Dunga e nos jogadores.

Eu gosto do Dunga. De verdade. Tudo porque, ao meu ver, Dunga é um homem de caráter, independentemente de qualquer outra coisa. E, ao meu ver, a presença ou ausência de caráter em um ser humano diz muito a respeito dele. O resto é resto. Gosto não se discute.

É bobagem se dedicar à busca por culpados pela desclassificação da Seleção Brasileira. Vamos encarar: agora já foi. Incentivar uma caça às bruxas, como a imprensa e os "especialistas de plantão têm feito, não vai mudar o placar final. O Brasil continuará tendo sido desclassificado nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul. Nada vai mudar isso.

Na última sexta-feira, quando o árbitro japonês Yuichi Nishimura apitou o final do jogo contra a Seleção Holandesa, com o placar indicando que o time brasileiro havia perdido por 2 a 1, minha mãe me perguntou se eu não iria tirar a bandeira pendurada na janela do meu quarto e guardá-la.

"Claro que não", eu respondi sem pestanejar. Pendurei a bandeira naquele lugar quando a Copa do Mundo começou. Foi o meu jeito, como muitos outros brasileiros fizeram, de demonstrar o meu apoio à Seleção Brasileira. E lá a bandeira permanecerá até domingo, quando o mundial terminar. Porque, independentemente do resultado, eu continuo apoiando a Seleção Brasileira. Afinal, não é só porque eles perderam um jogo que eu vou deixar de ser brasileira.

Esta semana já começou com a notícia que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já está em busca de um novo técnico para o lugar de Dunga. Nomes como o de Luiz Felipe Scolari, Leonardo Araújo, Muricy Ramalho, Ricardo Gomes e Mano Menezes estão entre os citados.

De verdade: não importa qual deles vai assumir o cargo. Há outros 190 milhões de brasileiros que têm a mais absoluta certeza de que poderiam fazer melhor. Será? Eu não poderia. Então, o negócio é aguardar.

No final das contas, se for para apontar um culpado, prefiro mirar no pé frio de Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, que conseguiu eliminar os Estados Unidos, a Inglaterra e o Brasil, simplesmente por torcer por estas seleções. Será que ele também estava lá, torcendo pela Argentina? Havia até uma campanha na internet pedindo por isso.

Ah, a Argentina… Nada contra nossos hermanos, mas teria sido insuportável para o nosso orgulho canarinho se eles tivessem continuado na competição. Pior ainda, se tivessem conquistado mais um campeonato. Já imaginou o Maradona correndo pelado por Buenos Aires? Prefiro nem pensar.

Ainda assim, os argentinos nos deram uma importante lição, quem diria. Recepcionaram sua seleção como se eles tivessem trazendo a Taça do Mundo para casa, ainda que tenham perdido por 4 a 0 da Alemanha. E nós, brasileiros? A maioria continua a distribuir patadas tão certeiras quanto as de Felipe Melo… É o roto falando do rasgado.

Então, depois de tudo isso dito, só posso concordar com o anúncio da Volkswagen publicado na Revista Veja desta semana: "A gente nunca vai deixar de acreditar na Seleção Brasileira: faltam 49 meses para o hexa". É uma ideia que emociona. Para que lamentar o passado se sempre temos o futuro? Afinal, a esperança é a última que morre.   

 

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