SHOWMAN Na caçamba da picape, que rodou o Centro de Mogi ontem à tarde, cantor Agnaldo Timóteo mescla pedido de votos a deputado federal com músicas
Figurando nas listas dos mais vendidos desde que foi lançado, no final do ano passado, o Guia politicamente incorreto da história do Brasil (Editora Leya, 319 páginas, R$ 39,90) vem acumulando leitores e polêmicas. Seu autor, o jornalista paranaense Leandro Narloch, tem despertado a ira de alguns historiadores ao lançar uma onda revisionista. Entre outras coisas, sustenta que Santos Dumont não inventou o avião, que o líder abolicionista Zumbi dos Palmares tinha escravos, que o presidente socialista João Goulart favorecia empreiteiras e que o escultor Aleijadinho é um personagem literário. No meio disso tudo, sobra até para a história de Mogi das Cruzes, prestes a completar 450 anos no próximo dia 1º de setembro. E a tese do livro passa ao largo da controvérsia sobre se o real fundador da Cidade é Braz Cubas ou Gaspar Vaz. Citando documentos antigos, só recentemente descobertos, ele defende que o Município não passava de uma tribo indígena ao menos no seu primeiro século de existência. "Na década de 1750, quando os jesuítas foram expulsos do Brasil, Portugal resolveu transformar aldeias indígenas em vilas e freguesias. Com isso, acabou a proibição de brancos nas aldeias. Nasceram assim muitos bairros e cidades que existem até hoje. Eram aldeias as cidades de Carapicuíba, Guarulhos, Embu, Peruíbe, Barueri, Moji das Cruzes, na Grande São Paulo, além do próprio centro de São Paulo e bairros como São Miguel Paulista e Pinheiros", escreve Narloch. O autor garante também que algumas tradicionais famílias mogianas descendem, na verdade, de índios que abandonaram suas origens e adotaram sobrenomes portugueses, como Lima, Tavares, Ribeiro e Cruz.
Repatriada
Sob o comando do sindicalista Clodoaldo Aparecido de Moraes, o Diretório do PT em Mogi iniciou um processo de aproximação de antigos filiados históricos, com o intuito de reintegrá-los à legenda. A primeira a aceitar o convite para voltar foi a professora e ex-vereadora Sonia Regina Sampaio, que havia sido expulsa da sigla há 13 anos e se encontrava no PC do B. "Fiquei feliz de voltar pra minha casa, pro meu chão", confessou ela a alguns amigos mais íntimos.
Consumidor
O coordenador municipal da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) em Mogi, Isidoro Dori Boucault Netto, comemora a sanção da Lei Federal número 12.291, na última terça-feira, pelo presidente Lula. Ela obriga os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços a manter, em local visível e de fácil acesso ao público, um exemplar do Código de Defesa do Consumidor. Ele acha que a medida ajudará os clientes a serem mais respeitados na hora de fechar um negócio.
Falha
O ex-prefeito Junji Abe (DEM) já havia distribuído as cartas personalizadas convidando amigos e personalidades para o evento de lançamento de sua candidatura a deputado federal, hoje à tarde, quando se deu conta de um pequeno detalhe. O impresso continha o local (Danceteria Vaca Loca) e o horário (14h), mas não informava a... data!
Folclore
A edição deste mês da Revista de História da Biblioteca Nacional cita o ex-prefeito de Biritiba, Roberto Pereira da Silva. Trata-o por aluno do fictício Odorico Paraguaçu, político populista da peça O Bem Amado que se desespera porque, por falta de mortos, não consegue inaugurar a grande obra de sua administração, um cemitério. A publicação relembra que, em 2005, por motivo diametralmente oposto, Silva enviou à Câmara um projeto que proibia os biritibenses de morrer, pois não havia onde enterrá-los.
Frase do dia :O futebol é uma escola de violência e brutalidade, e não merece nenhuma proteção dos poderes públicos, a menos que estes nos queiram ensinar o assassinato. Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922), jornalista e escritor brasileiro