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  • NACIONAL
  • 30.jul.2010     AE
    Arizona recorre contra lei de imigração

    WASHINGTON

    Em uma queda de braço com a Casa Branca, o governo do Arizona colocou em vigor ontem sua nova lei estadual de imigração e enfrentou protestos durante todo o dia. O polêmico xerife Joe Arpaio, que comanda a polícia na capital do Arizona, Phoenix, foi obrigado a suspender a varredura de suspeitos de imigração ilegal, que havia programado. Pelo menos 37 manifestantes foram presos.

    Ao mesmo tempo, o governo do Arizona entrou hoje com um recurso contra a decisão da juíza federal Susan Bolton, tomada na quarta-feira, de bloquear os artigos mais controversos da lei. A republicana Jan Brewer, governadora do Arizona, acusou a Casa Branca de não honrar a sua responsabilidade de regular e de combater a imigração ilegal. "A imigração ilegal é uma crise em andamento que o Estado do Arizona não criou e com a qual o governo federal se recusa a lidar."

    Entre advogados locais, entretanto, a compreensão corrente foi de que a iniciativa de Bolton não impedirá que a polícia venha a abordar suspeitos de imigração ilegal para verificar a documentação. Esse é o passo que, em seguida, pode levar à prisão, aplicação de multa e deportação dos que não comprovarem residência legal no país.

    "A lei não foi invalidada. A decisão da juíza Bolton apenas acaba com a obrigação do policial de abordar qualquer suspeito. Se o fizer, ele terá de mencionar em relatório quais os critérios de sua suspeita de que aquela pessoa era imigrante ilegal", explicou à Agência Estado o advogado Philippe Martinet, de Phoenix. "Não foi à toa que o primeiro processo aberto contra essa lei foi de iniciativa de um policial de origem latino-americana."

    Ontem o xerife Joe Arpaio, que se qualifica como o "mais durão da América" e promove na cidade uma ação policial de "tolerância zero", reconheceu que não poderia prender nenhum imigrante ilegal por causa dos protestos - e não da decisão da Justiça Federal. Pelo menos quatro centenas de manifestantes se concentraram diante da sede do governo do Arizona e bloquearam as vias das principais delegacias de polícia de Phoenix.

     

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