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  • NACIONAL
  • 30.jul.2010     AE
    Ficha Limpa atinge 338 candidatos

    SÃO PAULO

    A Lei da Ficha Limpa, pelas mãos das procuradorias eleitorais em todo o País, pode atingir pelo menos 338 candidatos, entre eles nomes fortes da política nacional. O prazo final para julgamento das impugnações é dia 5 de agosto, mas os TREs já começaram a indeferir registros de candidatura.

    O Estado que mais tem candidatos atingidos pela lei é São Paulo, com 46 impugnações. Entre eles está o do deputado Paulo Maluf (PP), que tenta a reeleição. A procuradoria paulista considerou que o deputado foi condenado por decisão colegiada e, por isso, está inelegível. Cabe recurso. Maluf afirmou, por sua assessoria, que "confia na Justiça".

    A lista em São Paulo ainda pode aumentar, já que na segunda-feira a procuradoria eleitoral paulista lança seu terceiro e último edital de candidatos enquadrados na Lei da Ficha Limpa.

    O segundo Estado com mais candidaturas ameaçadas é o Maranhão, com 40. Candidato à reeleição, o deputado Zequinha Sarney (PV), conseguiu ter a candidatura deferida pelo TRE, mas a procuradoria vai recorrer. Na ocasião, Zequinha afirmou, em nota, que votou a favor da Lei da Ficha Limpa e que sua condenação foi por propaganda irregular em 2006. "Em nenhum momento meu nome foi impugnado por conduta que comprometa o meu passado político."

    Em seguida vêm Minas Gerais, com 31 nomes impugnados, e Rondônia, com 25 postulantes sub judice.

    A Procuradoria Regional Eleitoral de Rondônia enquadrou os principais nomes da corrida eleitoral do Estado. Entre eles estão dois candidatos a governador - o ex-senador Expedito Júnior (PSDB) e João Cahulla (PPS), que disputa a reeleição - além de Ivo Cassol (PP), que concorre ao Senado.

    Expedito Júnior foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e teve os direitos políticos suspensos por oito anos. Para sua defesa, porém, ele a lei não pode retroagir.

    No Piauí três dos principais candidatos ao Senado estão na mira: Mão Santa (PSC), Wellington Dias (PT) e Heráclito Fortes (DEM). A condenação que levou ao pedido de impugnação de Mão Santa, no entanto, foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Piauí. Cabe agora ao TRE avaliar a candidatura dos três.

    Em Alagoas, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) é o principal nome enquadrado na Ficha Limpa. Mas ele não teme. "Se eu não pudesse ser candidato, não teria me candidatado, caso contrário estaria cometendo estelionato eleitoral." Até ontem, os TREs indeferiram, de acordo com levantamento do Estado, 14 candidaturas com base na Lei da Ficha Limpa - 4% das impugnações propostas pelas procuradorias.

    São sete casos em Minas Gerais, três no Espírito Santo, dois no Ceará, um no Paraná e um em Santa Catarina. Nesses Estados, os julgamentos estão em curso e os números podem aumentar. No entanto, São Paulo não julgou nenhum pedido, assim como em outros 16 Estados consultados pela reportagem.

     

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