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  • 30.jul.2010     Redação
    Calçada é problema na Perimetral

    Frederico Kataoka

    Ao longo dos 16,5 quilômetros de extensão, o pavimento da Avenida Perimetral não possui grandes danos. Há, claro, trechos de ondulação em função de remendos e depressões, principalmente no Rodeio, porque o asfalto foi deslocado para perto da guia, onde se acumularam, porém nada que coloque em risco a segurança dos usuários e nem prejudique o funcionamento dos veículos. Os maiores problemas encontrados pela reportagem de O Diário, bastante perceptíveis em Braz Cubas (leia mais nesta página), estão nas calçadas. Muitas se encontram quebradas, o que dificulta a vida dos pedestres.

    Ainda existem pontos em que a sinalização horizontal da pista que divide as faixas está quase apagada. E comerciantes, assim como moradores, reivindicam melhor orientação de trânsito quanto os limites de velocidade e colocações de semáforos ou lombadas eletrônicas, em especial onde há maior movimentação de crianças e idosos, para evitar acidentes veiculares e atropelamentos.

    "O pessoal utiliza esta via em alta velocidade. Isto já é altamente perigoso. Para piorar, os carros não podem mais ficar estacionados na rua, mesmo assim, sempre há quem desrespeite a norma. Daí, como estão correndo e tentam desviar de vez dos automóveis parados, acabam causando acidentes", comenta o mecânico Rebeque Alexandre, que aponta para o Córrego do Gregório, onde teriam, segundo ele, caído alguns veículos. "Facilitaria muito as nossas vidas se aumentassem as sinalizações, pois os acidentes diminuiriam", completa a comerciante Célia Aparecida de Moraes Ochoski.

    A Perimetral, também chamada de anel viário, foi idealizada em 1996 pelo então prefeito Carlos Alberto Lopes. Em 1982, Waldemar Costa Filho construiu o primeiro trecho. Em 2001, Junji Abe (DEM) deu os retoques finais e deixou a via na situação em que se encontra hoje. Ele concluiu o viaduto de Braz Cubas, iniciado por Costa Filho, e prolongou a Avenida Henrique Peres até a Mogi-Bertioga (SP-98).

    Atualmente, a Prefeitura pleiteia junto ao Governo Federal recursos para obras de novos trechos. O secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, João Francisco Chavedar, aguarda a abertura da etapa de Mobilidade Urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, o que deverá ocorrer somente no próximo mês, para apresentar os projetos. A prioridade é a construção do anel viário na interligação entre as avenidas Dante Jordão Stoppa, perto da fábrica Elgin e do Conjunto Habitacional João XXIII, e Francisco Rodrigues Filho, a Mogi-Guararema (SP-66).

    O programa que será apresentado ainda inclui a duplicação da Avenida Pedro Romeiro, que fica entre as rotatórias de César de Souza e do Rodeio, além da criação do acesso entre a Mogi-Bertioga e a Mogi-Salesópolis (SP-88). A última etapa da alça leste, considerada de maior complexidade por conta de questões ambientais, está fora deste pacote.

     

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