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Sábado, 13 de Fevereiro de 2016

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POLÍCIA

Investigador é morto em assalto



O investigador Valmir Barbosa de Souza, de 56 anos, chefe do Setor de Investigações, do Distrito Central, em Mogi das Cruzes, será sepultado hoje, às 9h30, no Cemitério São Salvador. O corpo sairá do Velório Cristo Redentor. Ele foi morto a tiros, no início da madrugada de ontem, durante assalto em sua casa de veraneio, localizada num condomínio, no Bairro de Boraceia, em Bertioga. A mulher dele, Natália Jabbour Makhoul de Souza, de 57 anos, foi baleada no rosto e submetida a uma cirurgia no Hospital Luzia de Pinho Melo, no Bairro do Mogilar.

A Polícia Civil apurou durante as buscas que dois bandidos invadiram o imóvel por uma janela. Valmir teria sido pego de surpresa. Ele estava na cama e a sua mulher já dormia. Uma vizinha contou aos policiais que ouviu os criminosos gritarem: “Você é delegado, delegado..” O policial dizia que não e que nem trabalhava na polícia. De nada adiantou depois de eles verem o distintivo da instituição sobre o criado-mudo. Ao receber um tiro na cabeça, ele morreu na hora. 

Em seguida, foi a vez de Natália. Os assaltantes reviraram a casa. Tudo indica que roubaram a pistola automática de ponto 40, da Polícia Civil, mas de uso exclusivo do investigador. A dupla também teria visto a carteira funcional dele.

A circunstância em que o crime foi praticado ainda está nebulosa, apesar de o delegado Fábio Vieira Pierry ter registrado a ocorrência como latrocínio (matar para roubar). O dinheiro do casal, cerca de R$ 800,00, não foi roubado.

Em 2013, Valmir e a família já haviam sido assaltados no Litoral (leia retranca). Dois meses atrás, ele teria sido vítima da ação de ladrões que furtaram o veículo dele. Ontem, a Polícia Civil identificou como o principal suspeito Erick Almiro Santos, de 24 anos. Ele mora também em Boraceia. 

A delegada de sobreaviso Vera D’Antracoli, da Seccional de Mogi, com a equipe de Antônio Carlos Alves de Mello, o “Toninho”, Rogério Moura, Luiz Claro e Nilson Barbosa, do Distrito Central, assim como o delegado Fabrício Intelizano, titular da Dise/Garra, e os seus policiais, e com o apoio de investigadores da Delegacia de Bertioga, estiveram na residência do acusado, onde apreenderam um revólver, de calibre 32, colete a prova de balas, munições, celular e roupas.

Foi descoberto que Erick já tinha antecedentes criminais por tráfico de entorpecentes e homicídio. O tio do averiguado, Iracildo Bonfim dos Santos, permitiu o acesso ao imóvel. Ontem à noite, o criminoso, considerado perigoso, continuava foragido. A Polícia Militar apreendeu o Fiat Palio, de Erick Almiro, abandonado nas imediações da casa do investigador Valmir.


Repercussão

O assassinato surpreendeu a Polícia Civil da Região do Alto Tietê.O seccional Marcos Batalha acompanhado dos delegados Argentino da Silva Coqueiro (chefe de Valmir), do Distrito Central, Alexandre Batalha, titular do 3º DP, em César de Souza, e Rubens José Ângelo, do Setor de Homicídios de Mogi, e diversas de equipes se mobilizaram e foram para Bertioga.

O delegado Argentino ficou muito abalado com a morte de Valmir, o qual o acompanhava há 30 anos. Aliás, Valmir deveria se aposentar este ano. Ele deixou a sua mulher Natália e uma filha.

A mãe de Erick, Cláudia Regina Bonfim, de 47 anos, disse que saiu de casa na manhã de sexta-feira, e deixou o filho dormindo. Contou que ele não trabalha, mas vive na praia. “O Erick vive sozinho num quarto isolado da casa, não sei o que acontece lá. Normalmente, ele vai me ver vendendo pastéis na praia, mas ontem (sexta-feira) não foi, o que estranhei”.

Ainda de acordo com a mulher, “Erick sempre veste boas roupas e calçados, mas não sei onde consegue dinheiro para isso”. Ela também disse, “o meu filho não dormiu em casa e nem sei onde pode ser encontrado”.

O padrasto de Erick, Carlos Jesus de Souza, 49 anos, confirmou a versão de sua companheira. ”Eu não sei dizer porque ele guardava arma, munições e o colete no seu quarto; é difícil dizer, mas sei que não trabalha e,  às vezes, se ausenta de casa”.

O marginal Erick Amiro é acusado de ter matado em 5 de abril de 2015, Harrison Carvalho Nery, de 26 anos, em Boraceia. Segundo testemunhas, os dois brigaram e Erick fez vários disparos que resultaram na morte do rival. A polícia acredita que a divulgação da fotografia de Erick, deverá levar outras vítimas a reconhecê-lo. Nesse caso, as pessoas podem entrar em contato com o Disque-Denúncia, no número 180. Não é preciso se identificar. 

O juiz aposentado e advogado Diomar Ackel, que atuou muitos anos no Fórum de Mogi, ao falar sobre a morte de Valmir Barbosa, afirmou: “Perdemos um bom policial; ele só trabalhava”.


Bando atacou policial e a família em 2013

Em 19 de outubro de 2013, na Praia da Enseada, o investigador Valmir Barbosa de Souza, de 56 anos, a esposa e filha foram assaltados por cinco assaltantes. Eles roubaram o veículo dele, a pistola ponto 40, da Polícia Civil, joias, dinheiro, celulares e dois óculos. Ele não foi identificado como policial civil pelos bandidos e sobreviveu.

Experiente, o investigador-chefe do Distrito Central, em Mogi das Cruzes, foi a Bertioga com uma de suas equipes e colaborou com a polícia do Litoral. As buscas resultaram na captura de Saymon Gonçalves Preza e Mauro Popi da Costa, ambos de 18 anos.

Além destes criminosos, os policiais prenderam um terceiro, o qual foi sindicado. Somente um infrator conseguiu escapar e até ontem, não havia sido identificado.

Nas investigações, foram recuperados todos os produtos roubados. Na madrugada de ontem, a violência não pode ser contornada. Valmir perdeu a vida. A polícia não encontrou nenhuma relação do primeiro roubo do investigador-chefe com o praticado contra ele e a esposa, na casa de praia, em Boraceia.

Há dois meses Valmir, segundo informações, Valmir teve o carro furtado em sua residência no litoral, mas também conseguiu recuperá-lo, com apoio de equipes, da Delegacia de Bertioga. Também surgiu o comentário de que “ele teria filmado dois traficantes do bairro, que vendiam drogas em Boraceia”. A Polícia Civil procura por Erick Almiro, que possui envolvimento com tráfico e homicídio. Ele é um dos principais suspeitos da morte de Valmir. (Laércio Ribeiro)

Polícia descobre bingo em bairro e detém gerente


Um bingo que seria inaugurado na noite desta quarta-feira, na Avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes, em uma antiga loja de venda de veículos, no Bairro do Mogilar, foi descoberto, na tarde de ontem (3), pelos investigadores Antônio Carlos Alves de Mello, o “Toninho”, Rogério Moura, Luiz Claro e Nilson Barbosa, do Distrito Central. Eles receberam uma informação e encontraram a casa de jogo de azar com 20 máquinas caça-níqueis, sendo que 15 estavam já ligadas para testes.

A equipe deteve a gerente do bingo, Vanessa Helena dos Santos, de 34 anos. Há dois meses, conforme explicou a O Diário, a Polícia Militar descobriu que ali também funcionava um bingo e entrou no prédio pelo forro. “Olhe, só agora tudo estava sendo arrumado, trocamos os noteiros e os HDs dos equipamentos, a inauguração seria hoje (ontem) à noite”, lamentou.

O delegado Argentino da Silva Coqueiro, titular do Distrito Central, e o investigador chefe Valmir Barboza também participaram dos primeiros levantamentos no bingo. “A gerente se tornará autora do Termo Circunstanciado sobre jogo de azar, o qual será encaminhado para a Justiça”, disse a autoridade. Vanessa foi liberada após a conclusão dos procedimentos de Polícia Judiciária. Ela não delatou os seus “patrões”. A Polícia apreendeu as câmeras do circuito fechado. (Laércio Ribeiro)


Traficante vendia 160 “pedras” de crack



Continuava preso, na tarde de ontem (22), na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, o acusado de tráfico de drogas, Jefferson Jonnathan Garcia, de 23 anos, residente com a família, no Jardim São Pedro, em César de Souza. Ele está encarcerado desde o último dia 28, depois de ter sido surpreendido pela Polícia Militar com 160 “pedras” de crack - droga derivada da cocaína -, dois celulares e R$ 38,00 da venda de entorpecentes.

Enquanto o delegado Guilherme Cyrino, de plantão no Distrito Central, elaborava o auto de prisão em flagrante, o investigador Britinho cuidava da escolta de Jefferson Garcia. Ele também cuidou de removê-lo para o presídio local, no início da manhã da última quinta-feira.

A autoridade policial mandou os cracks para serem examinados pela Polícia Científica. Interrogado, Jefferson confessou o tráfico e mencionou que “comprei as drogas por R$ 500,00. Ele, no entanto, temendo represálias, não delatou o seu “fornecedor”. Ao avistar a viatura da PM, ele titubeou e jogou fora um saquinho plástico, despertando a atenção da equipe.


Pedida prisão preventiva de dois sequestradores


O delegado Alexandre Batalha disse na tarde de ontem (27), a O Diário, que vai requisitar a prisão preventiva para os acusados de sequestro Leandro dos Santos Alves, de 34 anos, e  Joel Martiniano da Silva, de 45 anos, já foragido da Penitenciária de Mongaguá, no Litoral Sul. O titular do 3º DP e a sua equipe ainda buscam mais provas contra um terceiro criminoso. Leandro  diz ser empresário nos ramos de segurança e transporte, mas teve a temporária decretada pela Justiça a pedido da autoridade policial e foi preso na tarde desta terça-feira, na Estrada de Santa Isabel, em Itaquá, após os policiais interceptarem o Fox prata, o mesmo que usou para render, às 19 horas de 30 de novembro de 2015, na Rua Diva, no Jardim Pivari, em Poá, os secretários municipais William Sérgio Maekawa Harada, de 42 anos, e Vanusia Fernandes Pereira, de 43 anos, da Prefeitura de Itaquá. Os criminosos vestiam camiseta e ostentavam distintivos com o brasão da Polícia Federal.

O casal foi colocado num veículo e levado para o cativeiro, já descoberto pelo delegado Batalha, na casa localizada à Rua Joaquim Garcia de Souza, 293, na Vila Amorim. No local, foi encontrado um revólver, que levou Leandro a ser autuado em flagrante.

Os secretários sofreram torturas; havia em torno deles 8 homens exigindo R$ 3 milhões. O grupo desferiu socos, pontapés e choques elétricos nas vítimas, e ainda tentou asfixiar William, cobrindo sua cabeça com saco plástico.

O delegado Alexandre Batalha conta que “eles pensaram que os secretários, que trabalham na área de finanças, na Prefeitura de Itaquá, tinham dinheiro e até inventaram, os obrigando gravar uma fita, falando sobre suposto esquema de corrupção”. Depois de quatro horas, o casal foi solto sem pagar resgate. (Laércio Ribeiro)

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Operação prende 93 bandidos no Alto Tietê


Na “Operação Cidade Limpa”, realizada pela Polícia Civil das 18 horas da última quinta-feira até às 17 horas de ontem, foram capturados 93 bandidos em Mogi e na Região do Alto Tietê, segundo informou, no começo da noite a O Diário, o seccional Marcos Batalha. Ele anunciou ainda a chegada de 11 novas viaturas, quatro delas descaracterizadas, entregues pelo Governo do Estado, que vão se juntar à frota. “Estou verificando qual Delegacia vai receber os novos carros”, disse.

Ao analisar o resultado da blitz, ele ressaltou que “foi a primeira de 2016 e atingiu índice superior às operações feitas em 2015”. Batalha explicou que “foram elaborados 50 autos de prisão em flagrante, sendo o maior número por tráfico de drogas, além de crimes contra o patrimônio”.

O seccional Marcos Batalha mobilizou 101 homens e 41 viaturas. As equipes apreenderam cerca de 2 quilos de cocaína, capturaram 18 criminosos que estavam foragidos e ainda 15 adolescentes infratores, mas também apreenderam quatro armas e recuperaram 6 veículos.

 “Prometo que continuarei com as operações contra o tráfico de drogas, mal que assola a humanidade e que contribui para a destruição de muitas famílias. Tenho a esperança de que um dia a lei de combate ao tráfico de drogas se torne mais severa e possa manter os traficantes na cadeia por um tempo maior, sem nenhum benefício, ou seja, cumprindo a pena do início ao fim em regime fechado”. Ainda conforme frisou, “os policiais cumpriram com brilhantismo a tarefa que lhes foi confiada”.

Na entrevista, Batalha disse que foram capturados quatro gerentes do tráfico durante a blitz. Entre eles está uma adolescente, de 16 anos, cuja identidade não pode ser revelada por imposição do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Ela foi detida por Antônio Carlos Alves de Mello, o “Toninho”, e Luiz Claro, do Distrito Central, na Rua José Moretti, tradicional via do tráfico na Vila Natal, com 30,3 gramas de cocaína, 53,1 gramas de maconha e 52,7 gramas de crack, além de R$ 57,00 da venda de drogas e uma agenda da contabilidade do tráfico. (Laércio Ribeiro)

Sobrinho de ex-prefeito é preso por peculato



Acusado de participar de vários crimes contra a administração pública, em 2008, na gestão do seu tio, o então prefeito de Biritiba Mirim, Roberto Pereira da Silva, conhecido como “Jacaré”, o ex-secretário municipal de Finanças, Edison Leme, de 60 anos, foi preso na noite desta quarta-feira, em sua casa localizada na Estrada Mogi-Salesópolis, km 85, no Bairro Vista Alegre, em Salesópolis.

Contra Edison Leme havia mandado de prisão expedido pelo juiz de Direito, Davi de Castro Pereira Rio, da 2ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes, o qual o condenou a três anos, seis meses e 20 dias, além do pagamento de 17 dias-multa. Ele terá que cumprir a pena em regime semiaberto. 

O ex-secretário de Finanças responde pelos artigos 312, que é peculato (apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor, ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de quem tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo em proveito próprio, ou alheio), e 327,  também  do Código Penal, o que aumenta a pena por ocupar função pública.

O delegado Ricardo Glória, titular de Salesópolis, mandou Leme para a Cadeia de Mogi. “Já está à disposição da Justiça”, disse ontem. Ele deverá ser  escoltado a um presídio, onde exista o sistema semiaberto. O advogado de defesa de Edison está tentando recurso junto ao Tribunal de Justiça. 

A condenação do ex-secretário de Finanças de Biritiba Mirim foi baseada em um dos 199 inquéritos sobre crimes contra a administração instaurados, a partir de  18 de fevereiro de 2008, pelo delegado titular Francisco Del Poente. À época, ele recebeu requisições do Ministério Público e abriu os procedimentos, alguns deles de formação de quadrilha e até associação criminosa.

O delegado Del Poente, atual titular da Delegacia Central de Itaquá, afirmou na tarde de ontem que o trabalho realizado na ocasião começou a apresentar resultados na Justiça. Edison emitiu vários cheques já anexados a processos, que também envolvem outros denunciados.

Carro da PM assusta foragido



Ao avistar a viatura da Força Tática 17.014, comandada pelo sargento Marcelo Alves e integrada pelos soldados Chagas e Felipe, o marginal Flávio José Paulino, de 34 anos, saiu correndo e ingressou na casa onde mora, na Rua Padre Cícero Revoredo, no Jardim Camila. A equipe desconfiou e iniciou a perseguição, conseguindo detê-lo no quintal. Ele apresentou certidão de casamento do irmão Fabiano, tentando despistar, mas depois deu a sua verdadeira identidade. O criminoso era procurado por tráfico.

Os policiais relataram ao delegado Benedito Henrique Righi Queiroz, assistente do Distrito Central, que Fávio José recebeu indulto da Justiça para passar com a família as festas de final de ano, mas deveria retornar no último dia 5, o que não aconteceu. Flávio cumpria pena por tráfico de drogas, na Penitenciária de São Vicente II, no Litoral Sul, no regime semi-aberto. O delegado Righi Queiroz o mandou para a Cadeia de Mogi na noite de anteontem.


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