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  • TURISMO
  • 19.jun.2010     Redação
    Uma viagem inesquecível para a família

    Foto: Divulgação

    ATRAÇÕES Na Disney, os personagens estão espalhados por todos os lados entretendo crianças de várias idades

    Ariel, com sua cabeleira ruiva e torneada cauda verde de peixe, era a novidade no verão de 1990, a primeira vez em que pisei no mundo de Walt Disney. Como falar de idade pode ser constrangedor, mais vale mencionar os fatos. Para quem se perdeu na história em algum momento, a pequena sereia se casou com o príncipe Eric, como manda o figurino dos contos de fadas, e tem uma filha, Melody, já entrando na adolescência.

    A garota foge de casa, não para no castelo, vira presa fácil de uma versão magrela da bruxa do mar. Tudo por causa da rebeldia e da curiosidade típicas da idade. Também eu tenho uma filha (que pelo menos está com 4 - e não 12 anos). E por causa dela voltei ao Magic Kingdom no mês passado, para tomar bênção da estátua do senhor Disney.

    Uma viagem com menos montanhas-russas de arrepiar mesmo - muito embora os parques tenham alternativas bem radicais para os pequenos e mais fantasia. Aliás, essa é a palavra-chave. Até mesmo para responder a uma das principais dúvidas dos pais: "Vale a pena levar uma criança tão pequena?"

    Sim. Principalmente se você quiser observar um menino com o queixo caído diante de um Buzz Lightyear gigante e piscante ou uma garotinha acreditando com todas as forças que aquela moça de azul na carruagem é a primeira e única Cinderela de V-e-r-d-a-d-e. Realidade e fantasia, para os menorzinhos, muitas vezes são uma coisa só. Pelo menos é o que os especialistas dizem e o que se comprova facilmente por lá.

    Quem havia ficado muito tempo sem visitar os parques temáticos de Orlando ainda terá a surpresa de ver tudo aquilo sem as rabugices e a ânsia de adrenalina dos 15 anos (idade que, nos anos 1990, era considerada perfeita para aquelas excursões de escola). Atrações como a clássica "It’s a Small and Happy World", para a qual a maioria dos adolescentes lança um olhar de enfado, vira um mundo realmente fantástico para os pequenos.

    Os personagens em geral - sejam eles Mickey e cia., da Disney, ou Shrek e Harry Potter , da Universal - ganham status de maravilhas ambulantes. Por isso mesmo, nem pense em se esquecer de comprar (ou trazer de casa) um caderninho de autógrafos para ser devidamente assinado por Branca de Neve, Tico e Teco, Aladim ou quem mais vocês encontrarem pelo caminho.
    A rotina de vários dias rodando em parques de diversão com crianças pequenas, claro, não é de todo simples. Mas também passa longe de ser motivo para adiar a viagem. E, não tem jeito, as filas podem ser grandes - só que agora os parques costumam bolar atrações pré-atrações para animar a espera e haverá, com sorte, um tíquete "fast pass" para ajudá-lo a passar na frente de todo mundo (basta se organizar e recolher os seus no horário definido, mostrado na frente do brinquedo). Ressalvas feitas, mas já apresentando alternativas testadas e aprovadas.

    Para poupar seus braços na hora que bater cansaço no pequeno, leve de casa aquele carrinho que já estava meio encostado. A princípio pode parecer estranho um garotão de 5 anos instalado num carrinho de bebê, mas nem ligue. Todo mundo estará fazendo o mesmo. E o possante de quatro rodas será muito provavelmente o principal meio de transporte de seu filho também entre uma atração e outra (e nas filas).


     

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